Quarta-feira, Janeiro 31, 2007

meme (?)

Querida Élika me incluye en la lista de amigos que tienen que exponer públicamente cinco cosas desconocidas acerca de sí mismos. Como hace ella acá.
A mí no me gustan esas corrientes - se llaman memes, verdad? - pero no quise decirle "no" a Éli.
O a lo mejor me gusta exponerme.
Lo bueno es que hay muchas cosas más que esas cinco que sí son desconocidas para la mayoría de la gente. Y así seguirán...

1 - Cuando yo era una bebé de unos 2 años, fui a la escuela por primera vez. Me expresaba en una lengua inexistente, fruto de la mezcla entre italiano y portugués, porque en la casa me hablaban en ambos. Para colmo, como era más chiquita que los demás, las profesoras inventaron llamarme "princesita" y me la creí.
Poco tiempo después, creí que había conquistado la total popularidad en la escuela. "Mamá, en la escuela me adoran. Cantan cuando llego: lá vem a metidinha, lá vem a metidinha...". Algo así como: "ahí viene la engreídita".
Ahora que lo pienso, mis primeros recuerdos fueron de esa época.
Naturalmente mi mamá me sacó de la escuela y esperó a que fuera mayorcita y hablara un sólo idioma antes de volver a inscribirme. En otra, por supuesto.

2- Fui una cándida ignorante de qué diablos era el sexo hasta los 9 años. O algo así. Créanme: era suficientemente tarde para que mis compañeros de escuela se dieran cuenta de mi ignorancia y me hicieran la vida difícil. Mi mamá otra vez me salvó y, de una sola sentada, me contó todo lo que quisiera saber sobre el sexo y nunca ni se me hubiera ocurrido preguntar. Como remate, me compró unos libritos. Los libros siempre tuvieron éxito conmigo...

3 - Tengo sueños absolutamente narrativos. Ordenados, con secuencias lógicas y tramas complejísimas. A veces me asusto con mis sueños. En la mayor parte de los casos, sin embargo, me divierto con ellos.

4 - Estoy embarazada. Ya pasé de la mitad y terminarían por descubrirlo solitos tan pronto como me vieran. Es un niño. No, todavía no tiene nombre.

5 - Lo del embarazo tiene un efecto notabilísimo sobre mi sueño y mis sueños. Algunos de ustedes pagarían, estoy segura, por experimentar, dormidos o en vigilia, una nadita que fuera del efecto lisérgico de las hormonas sobre mis ordenados y narrativos sueños. Ya les contaré.

Por ahora, les dejo el encargo de contestar a esa especie de encuesta paparazza de la intimidad ajena a: Elia, Chabelo, Ernesto Sandoval, Melissa y Diana.
No, no me voy a enojar si no la quieren contestar...

Quinta-feira, Janeiro 25, 2007

125

Virginia Woolf,
née Adeline Virginia Stephen
25.01.1882

Sexta-feira, Janeiro 19, 2007

trilha country para uma primeira vez (ou: "You give me cause for love that I can't hide")

Photobucket - Video and Image Hosting

Eu acho que você gosta do Johnny Cash.
Estou desconfiada de que tenho uma parcela de responsabilidade por esse seu gosto precoce.
Quando eu ia ao seu encontro - mas ainda não sabia -, enquanto esperava no aeroporto pelo vôo que me levaria até você, comprei Live at Folsom Prison. Eu sabia que era um disco antológico. Se eu gosto do Johnny Cash? Eu não sabia, e ainda não sei. Mas o tempo sobrava, o preço era ridículo, eu tinha curiosidade e, sobretudo... eu achei a história contada na contracapa do CD romântica. (Eu sou romântica, você verá.)
Lembrei, na hora, que não havia assistido Walk the Line, a história de Johnny & June. Sabe, eu sou meio reticente quanto a biopics. Sempre essa coisa de incensar o ídolo, fazer dele um deus, explicar quase desculpando as fraquezas que ele tem porque, na verdade, é só humano, e todos temos nossos pontos fracos. (Coisas deste mundo, você vai saber.)
Eu lembrei, achei graça, achei bonito, achei barato, e comprei o disco. E enfiei na mala. E... me esqueci.
Uma vez, já em casa, depois da viagem e já tendo te encontrado, eu pus o CD para tocar. E sinceramente continuei sem saber por que tinha resolvido comprar o disco. Eu nunca fui fã de música country - acho que mesmo eu tinha me deixado levar pelo "mito em torno ao homem". Ou pelo mito romântico que eu tinha construído.
Então veio essa outra viagem, que a gente já fez juntos. E eu lembrei uma vez mais da história de Johnny & June. Férias em São Paulo, sozinha em casa, a videolocadora a duas quadras. Filme bom para ver só, eu pensei - esquecendo (como eu sou esquecida, você não vai acreditar!) que não estava sozinha, nunca.
Isso foi anteontem: quarta-feira, 17 de janeiro.
Foi nesse dia que você, ao que parece, se cansou dos meus esquecimentos.
E a cada vez que Joaquin Phoenix apareceu, com seu topete descabelado e seu violão erguido, daquele jeito característico, e soltou o vozeirão, você pulou. Pulou como nunca antes! Parecia mesmo que estava dançando. No resto do tempo, eu me emocionei do mesmo jeito que você com a música - aquela moça forte, durona, trabalhando com constância para salvar o seu amor -, mas você ficava quietinho.
Então concluí: ele gosta mesmo do Johnny Cash.

O relato da primeira vez que senti você deste jeito é também a primeira vez que eu escrevo para você. É a primeira de muitas primeiras vezes, de muitas primeiras coisas que irão nos acontecer.

Sexta-feira, Janeiro 12, 2007

braços abertos

Bem-vindos (de volta) ao jardim os anônimos de boa-vontade.

(reclamaram, com razão, que é discriminatório só deixar usuários do blogger comentarem; eu queria proibir só anônimos desagradáves, mas, como não quero moderar comentários...)