Segunda-feira, Outubro 30, 2006

(nuevas) consideraciones sobre el paréntesis

Si la vida es un paréntesis (de luz) entre dos oscuridades, enamorarse es una metáfora de la vida misma. No (exactamente) que todo alrededor del enamoramiento sea muerte (en vida). Pero tal vez sea como un "no nacimiento" (un "no haber nacido").
*
Y sin embargo, como el de la vida, ese paréntesis tampoco puede permanecer eternamente abierto. O bien se cierra encapsulando todo, para siempre, y será necesario (y bienvenido, y probablemente inevitable) un nuevo "nacimiento tipográfico"; o bien se cierra para dar lugar a una penumbra agradable: le da a uno luz suficiente para saberse vivo, sin que sea demasiada a punto de impedir dormir en paz.
*
(La trampa a evitar: abrir, dentro del paréntesis, unos corchetes, con tal de no cerrar un intervalo moribundo.)

Quinta-feira, Outubro 19, 2006

parênteses (reloaded)

Querido Alonso,
Era obvio que la suite era un envío - nada más yo no lo había visto! Saco entonces tu descubierta de los comentarios de abajo y le doy el más noble, o por lo menos más público, espacio de un nuevo post.
Gracias,
F/J

(Hay cosas que no me gustan. Ni modo. Por ahora eso es eso, eso es... Qué bien que te complace el uso libre de la métrica, por no decir la métrica libre. Ya sabes que eres mi consultor en dicho asunto. ¿Qué diría tu libro de métrica contemporánea acerca de ello?)

***



(Foi um beijo roubado em uma esquina;
outro dado encostados no balcão -
um bar, de onde seguimos beijando-nos
em uma esquina;
e foram cem, e mil, e logo cem,
e um beijo mais que apague qualquer dúvida.

Nenhuma dúvida resiste à chuva,
nenhuma dúvida se cristaliza:
em nossa pausa cabem só certezas,
todas tão falsas como cristalinas.

Roubando-me de mim a cada esquina,
foi que enfim construímos este espaço,
abrindo portas
e esta página,

até o branco silêncio se povoar
de negros sinais de interrogação.

Pra onde aquele cheiro de roupa limpa,
fumo, perfume?
Pra onde nossos nomes, encriptados
na eterna esquina?
Hoje as letras se reordenam, falsas
iniciais,
numa cama molhada em outro canto
desta terra.
Como então fechar de vez a gaveta
destes parênteses?
Já não nos sobra mais que uma maneira
e é assim:
)

suite

Um parêntese que não se fecha
é uma ferida para sempre aberta.
Algo assim como:
"cada lâmpada me escreve seu nome."
ou a resposta:
"minhas mãos sem ti estão sempre vazias."

(um perfil enviado desde longe
é um parêntese ainda por fechar.)

suite

Um parêntese que não se fecha
é uma ferida para sempre aberta.
Algo assim como:
"cada lâmpada me escreve seu nome."
ou a resposta:
"minhas mãos sem ti estão sempre vazias."

(um perfil enviado desde longe
é um parêntese ainda por fechar.)

Quarta-feira, Outubro 18, 2006

parênteses

(Foi um beijo roubado em uma esquina;
outro dado encostados no balcão -
um bar, de onde seguimos beijando-nos
em uma esquina;
e foram cem, e mil, e logo cem,
e um beijo mais que apague qualquer dúvida.

Nenhuma dúvida resiste à chuva,
nenhuma dúvida se cristaliza:
em nossa pausa cabem só certezas,
todas tão falsas como cristalinas.

Roubando-me de mim a cada esquina,
foi que enfim construímos este espaço,
abrindo portas
e esta página,

até o branco silêncio se povoar
de negros sinais de interrogação.

Pra onde aquele cheiro de roupa limpa,
fumo, perfume?
Pra onde nossos nomes, encriptados
na eterna esquina?
Hoje as letras se reordenam, falsas
iniciais,
numa cama molhada em outro canto
desta terra.
Como então fechar de vez a gaveta
destes parênteses?
Já não nos sobra mais que uma maneira
e é assim:
)

Quinta-feira, Outubro 05, 2006

Por decir algo...

Sí, ya sé, qué verguenza...
Hace casi tres semanas que no posteo nada. Quién sabe por qué... Bueno, en parte, lo sé. y es que las ciudades - primero Londre, después México - me fueron tragando con sus metros y avenidas, y horarios, y compromisos, tanto, y de tal manera, que todas las cosas que empecé a pensar no pude concluir de manera satisfactoria.
Ahora me trae ocupada una idea y tengo cierta sensación de infidelidad si publico otra cosa antes que esa... Ve uno a saber cómo son esos procesos mentales, eso de ser fiel a si mismo, fidedigno (¿importa?) a la cronología mental de uno.
Espero publicar algo pronto, porque ya extraño conversar con ustedes. Ni que para eso me tenga que traicionar y llenar estas páginas con fotos etc.
Saludos y gracias por su amable insistencia/asistencia,
La Jardinera.